A temporada de desova de tartarugas marinhas constitui um dos períodos mais estratégicos para a conservação dessas espécies ao longo do litoral brasileiro. Nesse ciclo reprodutivo, as fêmeas adultas retornam às praias onde nasceram para realizar a postura dos ovos, comportamento conhecido como filopatria, assegurando a manutenção das populações e o equilíbrio dos ecossistemas marinhos e costeiros.
Durante a temporada 2025/2026, as equipes técnicas realizaram monitoramento sistemático e contínuo das praias sob sua área de atuação, com foco na identificação, acompanhamento e proteção de ninhos. As atividades foram conduzidas com base em protocolos técnico científicos de manejo e conservação, contemplando:
* Monitoramento diário das faixas de areia;
* Identificação, georreferenciamento e marcação de ninhos;
* Adoção de medidas de proteção contra interferências naturais (erosão, marés, predação) e antrópicas (pisoteio, veículos, iluminação artificial);
* Acompanhamento do período de incubação e registro das eclosões;
* Ações permanentes de educação ambiental junto a moradores, comerciantes e turistas.
Dados da Temporada 2025/2026
Durante o período monitorado, foram registrados:
* Total de ocorrências reprodutivas: 1.686
* Ninhos com eclosão confirmada: 1.010
* Filhotes que alcançaram o mar: 57.211
Cada ninho protegido representa um incremento significativo nos esforços de conservação das tartarugas marinhas, espécies classificadas em diferentes graus de ameaça e submetidas a pressões constantes, como poluição marinha (especialmente resíduos plásticos), captura incidental na pesca, degradação de habitats, iluminação artificial desordenada e ocupação irregular da zona costeira.
O monitoramento contínuo e a integração entre ciência, gestão pública e sensibilização comunitária são fundamentais para ampliar as taxas de sucesso reprodutivo e fortalecer as estratégias de conservação a longo prazo, contribuindo para a manutenção da biodiversidade marinha e dos serviços ecossistêmicos associados.